O cara de terno – Parte III

(Clique aqui para ver a parte I)

(Clique aqui para ver a parte II)

O Edu (chamamos ele assim agora) está em casa, esperando a Lu ligar, ela disse que ia ligar ”mais tarde” e bom, doze horas depois é mais tarde, pelo menos pro Edu. A Lu, tinha acordado cedo, colocado um vestido verde e ido trabalhar no novo emprego. O Edu, tinha acordado tarde e perdido a hora de uma reunião, então preferiu ficar em casa.

Lá por volta das duas da tarde, o Edu não resiste e liga pra Lu, com o que ia falar decorado, ela começa dizendo:

– Alô?

– Oi!

-Edu?

-É! Você ta afim de almoçar?

– Cara, eu to saindo do trabalho. Me ligou na melhor hora possível, to morrendo de fome.

-Tá, eu te encontro onde.

-Eu to no metrô agora, chego em casa em uns vinte minutos. Vai lá pra casa.

– E esperar na porta por vinte minutos?

– Pega a chave reserva que fica no vaso de plantas do corredor

-Você deixa uma chave reserva no vaso de plantas? Você é mesmo viciada em filmes americanos!

-Tá, eu sei. Tchau Edu.

-Tchau amor.

E a Lu desligou o celular e paralisou, ”Amor” ? Ela não entendeu, ela tentou se convencer que talvez fosse só o jeito dele falar. O Edu quase pirou quando ouviu a si mesmo liberar aquele ”amor” quase que espontâneo.

Ele troca o moletom que estava usando por um jeans e corre pro elevador. Clica no botão ”4” e chega no andar da Lu, espera o corredor ficar vazio e pega a chave no vaso de plantas. Entra pega a outra chave da porta que a Lu deixa em cima da mesa de centro, e volta pro corredor deixar a chave onde estava.

A Lu chega e encontra ele em pé, lendo o que estava escrito num quadro na parede. Chega com um:

– Oi!

– Ei! Então, quer comer aonde?

-Escolhe você.

-Bora no restaurante que abriu na  rua de traz?

– Tá. Só vou trocar de roupa

A Lu entra pro quarto e pega um short jeans e uma camiseta, com o calor que estava fazendo seria melhor nem sair de casa, mas como a Lu não compra comida que ela não saiba fazer, ela só tem miojo em casa.

Os dois chegam no restaurante e logo se esquecem do ”deslize” do Edu, chamando a Lu de ”Amor”. Eles ficam assim, amigos, e é até o Edu quem tem que acordar a Lu de manhã.

Um mês depois acontece outro deslize, a Lu beija o Edu no Reveillon, bom, mais aí já é outra história. Melhor eu deixar pra contar depois. Mas agora da pra ver, que o cara de terno é só o Edu. O idiota do Edu.

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